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["Fujiwara"] As flores da sarjeta que não estavam lá

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["Fujiwara"] As flores da sarjeta que não estavam lá

Mensagem por Shokujinki em Seg Dez 10, 2018 6:47 am

Chove em Yousai. O que não é nenhuma novidade, nesta estação, e tão perto das correntes de umidade do mar.

Cai a chuva como naquele dia que a ´alma´ neste corpo faleceu, e deixou para trás desejos a serem realizados, e pessoas ocupando seus últimos pensamentos. Um acordo foi feito e selado com sacrifício. A água escorre pelo seu corpo a cada passo, até parar em frente ao antigo bordel, e ver as tábuas pregadas na frente.

Ele veio rever as meninas de Fujiwara. Mas só encontrou o silêncio de uma casa vazia, onde já morou uma vez a alegria.

[***]

Terminando de secar-se com a toalha, gentilmente cedida pela senhora Murisawa, ele escuta dela o que aconteceu enquanto a anciã serve chá quente e se senta do outro lado da mesinha de madeira rústica.

"Foi enquanto tava fora, Fujiwara-sama" ela bebe com um golinho rápido de seu corpo, dá uma exclamação baixa em sua voz de velhinha ("Ui! Muito quente!") e depois esfrega as mãos, nervosa pelo que tem de falar ali na sua cozinha "Eu continuei cuidando da faxina quando o senhor foi embora se aventurá, e deixou as menina cuidando de si mesmas. No começo foi tudo bem. Até engordarum os bolsos. Mas depois, a Naname se engraçou com um figurão bem charmoso do leste. Fez promessa, cê sabe que sempre avisou contra acreditar em cliente"

"Ah, isso nunca dá certo. Tirando a Nini. Essa casou, e vive bem"

"Poisé, tirando a Nini, mas a menina sempre teve estrela boa. Quando eu tava trocando os lençol de cama escutei delas que a Naname foi embora, assim sem avisá. Todas bem preocupadas. O pior foi que o figurão mandou detonar com tudo..."

"O quê?" ele demorou um segundo após responder à pausa, decidindo se ficava calmo e indiferente, ou espontâneo e agitado. Escolheu ficar agitado, como Fujiwara faria.

"... é, sabia que Fujiwara-sama num ia gostar" a senhora Murisawa sopra mais do chá antes de beber, e prosseguir: "Foi uma confusão com a guarda quando chegou depois. As meninas ficaram nervosas. E aí seguirum o seu plano, que deixou em todo caso que aparecesse ameaça à vida e não tivesse mais por lá, por viagem ou morte..."

"... deviam ir de barco para o País da Luxúria. E se abrigar lá, no Palácio das Ameixeiras" retirou da memória isto, e a velhinha concordou com a cabeça.

"E tão lá. Yousai perdeu as melhores meninas, Naname se envolveu com alguém pirigoso, e a casa tá fechada. Foi vendida pra dívida. O que vai fazer, Fujiwara-sama?"

Shokujinki move os olhos de seu novo corpo para seu copo com chá, ainda intocado. Com um gesto calculado, bebe tudo de uma vez e tamborila com os dedos na madeira. Com as garotas fora da equação, ele teria por ironia mais liberdade de agir para perseguir seus objetivos, como reencontrar Izanami onde quer que seu chakra tenha se alojado. Por outro lado, havia aquela pontinha de assunto mal resolvido, que incomodava. Não tinha, ele próprio, obrigação mais alguma com as prostitutas de Fujiwara, ainda mais porque deu a elas os recursos que ele guardava, e podiam se virar bem com o que aprenderam com o cafetão. Só que...

"Aliás, todo mundo comentou quando saiu, como seu cabelo mudou, e que foi se aventurá justo com aquela mulher que fingiu que te ajudava" Murisawa o tira dos seus pensamentos, replicando o que foi na vista do povo o gesto de Hime de Konoha, que agiu como uma médica amadora e não conseguiu resolver o ferimento que teria na teoria condições de curar, no seu peito, por causa de...

"Kanezawa. Kanezawa não estava responsável em proteger o distrito vermelho, por isso tinha olheiros aqui?"

"Ahhhh" a anciã fica desconfortável "Chegou carta para os manda-chuva do comércio, da sociedade..."

"A Associação Comercial"

"Sim, e o senhor Kanezawa não ficou muito feliz, a gente soube, que o senhor Fujiwara tava com ninjas e se dando bem. Num sei porquê"

"Kanezawa foi quem orquestrou a retaliação porque Fujiwara tramou nas costas da Associação Comercial o roubo da madeira com os mercenários" ele pensa e relembra a dor da punhalada, levando as mãos ao peito "Fujiwara aceitou isto, mas o próprio ex assassino não esteve... feliz? Por que?"

"Senhor Fujiwara... todo mundo aqui acha que o senhor Kanezawa queria se livrar do senhor mesmo"

"Ah, é? Com base em quê, senhora Murisawa?"

"Que palavra complicada, senhor. Veio da viagem falando bonito"

"Ahnnn... desculpa, hahahaha" ele ri amarelo, fingido "Coisa de andar demais com o povo do barco lá"

"Ah eu intendo. Poisé, é que depois que o senhor Kanezawa brigou com o povo grande, isso bem depois das meninas irem embora, ele teve a cabeça a prêmio. Agora que o senhor Fujiwara tava protegido, não podia mais te tocar, e tá fugido na ilha do contrabando fora da cidade. A Associação pôs uma recompensa para tirar ele de lá para que fosse para a justiça por ter tentando te assassinar"

"Zoma. Em algum momento ela deve ter mandado essa carta antes que eu chegasse aqui, com Izumi. Zoma deve ter preparado o terreno para que Kanezawa não me perseguisse. Então é quase certo que ele queria se livrar de mim. E usou o lance da madeira como pretexto. Todas aquelas palavras amáveis e desculpas que não queria ajudar, era armação. E eu acho que se não consigo trazer as prostitutas de volta, pelo menos posso resolver esta outra pendência"

"Vamos lá, senhora. Fale mais dessa recompensa"
Shokujinki
Shokujinki
Mercenário | Rank C
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[Continuação]

Mensagem por Shokujinki em Seg Dez 10, 2018 7:05 am

Missão Rank C - Investigação das atividades criminosas de Kanezawa, ex membro da Associação Comercial de Yousai, e agora um fugitivo a céu aberto (sabem onde estão, não querem se envolver)
Contratante - a própria Associação Comercial... de um jeito que não se envolva diretamente, porque devem favores a Kanezawa
Executor - Fujiwara. Ou melhor...

.... Shokujinki dormiu na mansão que lhe foi dada por Zoma, sentindo o conforto de uma cama decente após estes tempos tumultuados. Mesmo que seu corpo se "lembrasse" e tivesse as memórias do antigo controlador dele de como era adormecer assim, como... gente, Shokujinki ainda sentia uma euforia constante com suas recuperadas sensações orgânicas. Acabou acordando de madrugada antes do sol nascer, e lavou o rosto em uma bacia depois de aquecer a água (ainda chovia, e fazia frio na cidade), olhando-se no espelho e afastando a mecha de cabelos sobre seu olho totalmente branco. Ele iria ajudá-lo, tanto quanto seus conhecimentos e poder parcialmente restaurados.

Já que o casamento entre o ex assassino Kanezawa e Yousai terminaram em um divórcio por sua culpa, queria ter certeza de que as informações que entregaria à Associação Comercial como executor do contrato não o envolvessem expondo-o à luz cedo demais, porque se Kanezawa se preparasse ou teria de ser bem pouco discreto para derrubar suas defesas, ou perder tempo tentando contornar a ilha bem protegida, que chamavam em Yousai de ilha do contrabando. Que mal momento não ter treinado aquela técnica de disfarce que shinobis aprendiam como parte do seu kit básico de perícias. Ajudaria em uma infiltração.

Teria de trazer provas, não só depoimento visual do que ele estava tramando ali. Só o byakugan seria insuficiente, observando da costa. A ilha do contrabando é uma rocha com pouca vegetação, boa para se esconder e seu barco se trouxesse alguma muamba para o mercado negro da cidade, mas péssima para estadia prolongada. Sabia que Kanezawa tinha um casebre lá. Estaria vivendo com abastecimento de suprimentos constantes comprados em Yousai na calada da noite? Era a hipótese mais plausível. A ilha não sustentaria ele e seus homens por muito tempo.

Shokujinki naquela manhã rodou a cidade procurando saber quem ainda ficou leal a Kanezawa. Pelo que parece, só seus dois guarda-costas e aquele mordomo servil. Só que o próprio Kanezawa já era perigoso demais para ele lidar sozinho sem revelar seus verdadeiros poderes, então capturá-lo por si mesmo e resolver de uma vez aquele impasse acabaria colocando-o bem visível para os outros interesses na cidade. Teria de ir se mostrando bem devagar enquanto ganhava fama no seu papel de mercenário, para não levantar suspeitas demais de um antigo cafetão que podia fazer muito do nada. Diferente do País do Ouro, aqui ele é um rosto conhecido.

Como a mansão que era de Zoma e agora estava em seu nome e de Izumi tinha alguns registros sobre a cidade, fruto do seu trabalho como líder da Associação, ele passou o tempo após o almoço estudando os mapas de rotas que eram usados e a distância até a ilha do contrabando, que Fujiwara ainda não havia pisado. Esperou chegar a calada da noite, e então partiu para sair da cidade (antes que os portões fechassem), cumprimentando algumas pessoas da antiga vida noturna de Fujiwara, e indo para a costa pedregosa, que guarnecia Yousai por aquele lado. Só então seu olho aguçou sua visão e procurou ver a pouco mais de um quilômetro dali a ilha do contrabando: sem movimentos pela hora, pouca iluminação na enseada entre as rochas que era o único acesso, sem outros contrabandistas fora o casebre no topo, e apenas um dos guarda-costas montando uma ronda desleixada, como quem não esperava retaliação. Talvez Kanezawa não esperasse mesmo que na falta de mão de obra qualificada de caça-recompensas, ou mercenários, ninguém pegasse aquele contrato e o molestasse. Erro de cálculo dele, fruto da ignorância.

Com um ´salto´ rápido (porque é bem sacana você ter uma habilidade que lhe permite ir apenas onde vê ou conhece, e ainda um doujutsu que lhe dá mais visão ainda, coisa de seu povo que gostava de acumular poder abundante), passou para a ilha e se esgueirou atrás do casebre. O olho apanhava um jantar tardio de Kanezawa com o servo lhe atendendo. E o segundo guarda-costas?

Procurou, procurou... sem sinal dele. Isto não era bom. Foi quando pisou na armadilha.
Shokujinki
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Re: ["Fujiwara"] As flores da sarjeta que não estavam lá

Mensagem por Shokujinki em Seg Dez 10, 2018 7:25 am

Isto me lembra que grafei o nome de Kanezawa como ´Kanawaza´ da primeira vez que apareceu. Falha técnica nossa, sorry ~

"Praga"

Foi salvo de inconvenientes porque deu xabú. O problema com armadilhas compradas de segunda mão no mercado negro, mesmo aquelas de caça de animal (como esta parecia) é que já foram usadas e a exposição à maresia costumava estragá-las com o tempo. Outra possibilidade, não eram de material bom. Ela nem se fechou ao redor do seu pé, apenas rangendo de forma ameaçadora e travando antes de ser acionada. Com mais cuidado e agora batendo ao redor atrás de mais delas, Shokujinki aproveitou seu momento de sorte para se aproximar da casa, e verificar que das fundações e do porão ao teto, e pelo resto da ilha até onde percebia (vasculhando também as grutas onde contrabandistas dormiam de vez em quando), nenhum sinal do guarda-costas. A ausência dele o incomodava muito, como uma ameaça fantasma pairando sobre seus ombros. O desconhecido incomoda.

Mas tinha uma missão, e era de trazer provas das atividades dele, antes de receber realmente o contrato de captura do seu desafeto. Enquanto estava nos fundos do casebre (uso o termo "casebre" por ser um prédio velho, de madeira e muito modesto, mas tinha dois andares o térreo e o superior, mais o porão), fazendo sua varredura, Kanezawa terminou o jantar e recomendou algo ao servo antes de se recolher e subir para seus aposentos; ligando a luz de uma lamparina, entregou à Shokujinki que faria algumas anotações e correspondência noturnas, selando em seguida com seu carimbo e indo se deitar. Ele sabia que se fosse mais cedo o veria se exercitando. Kanezawa nunca abandonou a rotina de exercícios, mesmo deixando a vida de mercenário que encomendava a morte. Era um homem perigoso.

Latidos de cães ao longe. A visão de Shokujinki se deslocou para a enseada, e viu enfim o segundo servo chegando com dois animais de pequeno porto, que brincavam daquele jeito de mastins de guarda mordendo um e outro. Será que os trouxeram para ajudar na vigilância da ilha? E até quando iria sua sorte, já que não teria como esconder seu cheiro, caso chegasse aqui no dia seguinte? O som também alertou Kanezawa, e seu alvo saiu da cama, calçou as sandálias de madeira e foi atender à chegada deste.


Após descer as escadas e ir com o servo e o outro guarda-costas receber os novos moradores da ilha, era a chance única de Shokujinki. Escalou a parede de trás, abrindo a janela, e entrando para surrupiar os dois envelopes fechados. Encontrou também um pequeno escrito sobre os embarques e desembarques da madeira dourada do País do... Kanezawa, seu hipócrita. Recusou-se a trabalhar com Fujiwara para lhe sabotar e apunhalar, só que agora é que tenta apanhar parte da carga para si, interceptando do mercado? Provas suficientes para conclusão de sua tarefa aqui. Resolveu manter as aparências e bagunçou os papéis após recolher o escrito, parecendo que foi o vento da janela aberta. Sem outra presença humana por aqui, Kanezawa podia desconfiar deles sumirem mas em nenhum canto de sua mente poderia imaginar que foi um furtivo ladrão se teletransportando com um poder perdido de outro povo, vindo dos céus. Ao ver a lamparina acesa, achou ainda melhor derrubá-la e começar um incêndio nos demais papéis. Prejudicá-lo mais um pouco seria excelente.

Só então saiu dali, em um outro ´salto´, retornando ao seu quarto trancado. Comparado ao que exerceu de consumo de chakra contra Tiamat no País do Ouro, aqueles dois deslocamentos eram tranquilidade e calmaria. Abrindo os envelopes que nem receberam um selo de cera, leu o conteúdo dos papéis dentro deles. O primeiro era desperdiçado, uma correspondência poética de Kanezawa à sua falecida esposa, que ele ainda louvava. Para onde mandaria?

Já o segundo, puro ouro. Negociações com sua letra caprichada e cursiva, mais seu carimbo, para um receptor da madeira que iria tentar roubar. Não tinha em mãos o dia que provavelmente aconteceria a operação, mas não deveria demorar, com o fluxo de extração da ilha até Yousai. Hora de entregar as provas incriminadoras para a Associação Comercial, conquistar sua confiança, e pegar o contrato que mais interessava, pela prisão de Kanezawa.

Queria Shokujinki que mais golpes de sorte chegassem a ele. Pelo contrário, o movimento seguinte foi bem mais complicado.
Shokujinki
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Re: ["Fujiwara"] As flores da sarjeta que não estavam lá

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